Lilypie 1st Birthday Ticker

Thursday, January 31, 2008

O que é esse barulho? E esse som? Isso é normal???

Durante o período de “espera” na sala de parto entre uma contração e outra, uma dúvida terrível toma conta do meu ser e sou forçado a atrapalhar a Débora.

Eu: “O que é pior: Esperar 10 horas no hospital com contrações ou voar 10 horas dentro do avião da AirCanada para o Brasil?”

Débora: “As 10 horas é com ou sem peridural?” (xiiiiiii! Isso já não é um bom sinal para quem viaja).”

Eu: “Éeee, pode ser com peridural, vai”

Débora: “É pior voar 10 horas para o Brasil.”
Depois dessa relevação “surpreendente” estou pensando em patentear a primeira peridural portátil para quem pega o famigerado AC090.

Passados os primeiros 5 dias ainda estamos na fase de aprendizado.
A pesar de termos a mãe da Débora com PhD em netos (depois de 3 netas, digo, agora 4 netas), mesmo assim ainda ficamos nos perguntando se um monte de coisas são normais.
Um dia desses ela começou a dar um ronquinho quando respirava… Neura (de minha parte). Meu primeiro medo é de que ela já estivesse gripada com alguns dias de vida, mas logo depois passou.

Ontem a Débora me perguntou se eu já tinha contado os dedinhos dela… Prá que diabos eu faria isso? Segundo ela todo mundo faz isso assim que o bebê nasce.

Tuesday, January 29, 2008

Apresento-lhes Júlia.

Nasceu!

E para contar os detalhes, terei quer ir alguns dias atrás para explicar os passos que a levaram a “ser nascida” 2 dias antes da data planejada.
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Na Quarta-feira (dia 23/Janeiro) nós fomos ao obstetra e ele estranhou o tamanho do bebê. Ainda por cima a pressão da Débora estava alta então ele pediu um exame de sangue no mesmo dia e um ultrasom para sexta-feira no hospital.
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Na sexta-feira (dia 25/Janeiro) ela fez o ultrasom as 09:30, depois eu a deixei em casa e fui trabalhar. Aproximadamente 12:00 ela me liga e diz que o médico mandou voltar para o hospital pois tinha alguma coisa “estranha” com o desenvolvimento do bebê.
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Voltamos e o médico de plantão fez o NST (nonstress test), constatou que estava tudo bem mas que pelo tamanho e pela proximidade da data, o bebê teria que nascer logo. Por falta de quarto ele liberou a Débora mas estava pré-agendado que voltaríamos todos os dias de sexta até segunda para refazer o NST e em algum desses dias o parto seria induzido. A primeira sessão foi marcada para Sábado 13:00.
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Fomos para casa na sexta tranquilos pois sabíamos que se fosse sério, eles não nos mandariam embora (mesmo não tendo quartos disponíveis), mas a noite foi um terror… Contrações desde 22:30 com intervalos e durações irregulares, mas insuficientes para irmos para o hospital.
Contamos TODAS as contrações das 22:30 até quase 04:00 do sábado.
Ligamos para o hospital para perguntar o que fazer e eles disseram para a Débora comer algo, se o bebê não se mexesse é pq ela tinha que ir para lá urgente. Como ela se mexeu, “tentamos” dormir e esperar a próxima consulta marcada para sábado – 13:00.
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No sábado chegamos e fomos para a triagem fazer o NST de novo. De novo deu tudo Ok mas o médico não nos deu opção e disse que tinha risco de manter ela dentro da barriga e que deveria sair naquele dia. Nisso começa a aventura.
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Devidamente transferidos para o quarto aproximadamente 14:30, a Débora me faz ir no Tim Hortons comprar comida para ela e a mãe dela. Nisso quando eu volto o médico já tinha rompido a bolsa dela… Legal, perdi uma parte do nascimento da minha filha na fila do Tim Hortons!
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Deram soro para a Débora com Oxytocin para induzir o parto e dai as contrações começaram a apertar. Ainda com uma dilatação de 3cm ela já não agüentava mais de dor e implorava para a enfermeira pela anestesia, mas segundo ela, não poderia dar a epidural com pelo menos 5 cm de dilatação.
Por sorte o anestesista estava de passagem pela ala da enfermaria e então a enfermeira decidiu aproveitar ao invés de esperar mais uma hora. Depois da anestesia foi outra história…

Foi da tortura para a paz em minutos. A anestesia não atrapalhou o processo de dilatação e tudo continuou correndo bem até as 23:30 da noite quando chegou o grande momento.
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Depois de constatados os 10 cm de dilatação (depois de quase 10 horas de espera) a enfermeira saiu para comunicar o médico. Nisso quando ela volta, ela não consegue mais registrar as batidas do coração do bebê e se desespera. Liga para outra enfermeira que entra correndo no quarto, checa todos os equipamentos e liga para o médico…

Na minha cabeça estava certo que elas estavam assustadas à toa, o bebê podia ter se movido e por isso perderam o batimento cardíaco, mas o médico chegou examinou e disse que tinha que sair naquela hora. Também pediu que o pediatra viesse imediatamente para o quarto.
De repente o quarto que estava só com nós 4 (eu + Débora + Sogra + enfermeira) tinha 9 pessoas entre médico + pediatra + enfermeiras e nós.
Com todo aquele stress a Débora foi preparada na posição para o parto normal e tentou empurrar pela primeira vez.
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Eu filmando tudo queria pegar desde o começo da “última” contração até o nascimento.
1ª Tentativa e nada.
O médico pega o aspirador (sugador) e coloca na cabeça da Júlia ainda dentro do útero. A enfermeira ainda vira para a Débora e diz com um tom nada animador: “O bebê não gosta disso…” mostrando a mangueira de ar.
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2ª Tentativa e nada.
Me ocorre pela primeira vez que talvez fosse melhor não filmar, pois poderia registrar algo que eu não gostaria de ver nunca mais… A coisa estava começando a ficar feia.
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Iniciou a 3ª tentativa. Eu prometi para mim mesmo que se não nascesse naquele momento eu pararia de filmar e começaria só a rezar. Depois de muito esforço (por parte da Débora, é claro), finalmente a Júlia nasceu. Eu tinha certeza que se houvesse uma 4ª tentativa seria uma cesária.
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O médico passa ela para o pediatra, ele examina e constata que está tudo OK. Faz as devidas medições, enrola no cobertor e devolve para a Débora.
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Dia: 26 de Janeiro de 2008
Hora: 23:53
Peso: 2430 g
Altura: 46 cm
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Aparentemente a placenta parou de funcionar (ou parou de crescer e limitou seu funcionamento) perto do fim da gravidez. Por causa disso tivemos que adiantar o nascimento (e o médico não pode colher a amostra do sangue do cordão umbilical que nós queríamos). Quando eu perguntei sobre a coleta a enfermeira me disse que a “Placenta was no good” e disse “olha como ela é pequena” me mostrando aquilo!!!
A primeira coisa que eu pensei foi: “Não desmaia”
A segunda coisa foi: ”Não desmaia que você vai passar vergonha aqui”
A terceira coisa foi: “Hummm, deixa eu lembrar de TODAS as placentas que eu já vi na minha vida para comparar com essa…”
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Até o momento (passados alguns minutos após as 48 horas de vida) as duas ainda estão lá no hospital mas tudo está 100% OK com elas e devem ter alta nessa terça-feira 29 de Janeiro.
Vale a pena dizer que o Hospital Queensway Carleton e as enfermeiras / médicos foram (e estão sendo) super legais. Nenhuma queixa até agora. Muito pelo contrário… fantástico.
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Coisas que eu aprendi:
1 - Essa história de levar “snacks” é bobeira. Não tem bolachinha que “sustente” por 10 horas ou mais. Leve sanduíche de casa (ou corra o risco de perder o parto na fila do Tin Hortons).
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2 - Se vocês planejarem colher o sangue do cordão umbilical, consulte um médico ou enfermeira sobre qual é a empresa que eles estão mais acostumados antes de fechar com alguém. Fiquei sabendo que existem tantos tipos diferentes e que é tão difícil de alguém solicitar que eles nunca sabem direito o que fazer na hora.
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3 - Leve muuuuito dinheiro. Tudo “come” notas de CA$ 20.00 quando vc está no hospital. Também, em caso de menino, se os pais quiserem fazer a circuncisão tem que pagar CA$ 100.00 a vista em dinheiro para o médico + CA$ 50.00 para o hospital.
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4 - Leve muuuita moeda de CA$ 2.00. Tem vending machine espalhada em todo lugar, mas não importa o que vc compre para comer ou beber, com certeza vai custar $2.00.
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5 - Não importa o quanto você queira ou tente ajudar. Nunca vai ser suficiente para a sua esposa na sala do parto e ela vai te xingar em algum momento.
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Se tudo der certo, amanhã começa uma nova página das nossas vidas com a chegada da Júlia em casa.
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Friday, January 25, 2008

Na traaaaaaaaave !

Por pouco a Júlia não nasceu hoje…


Quarta-feira nos fomos no médico obstetra e durante a consulta ele pediu um ultra-som para hoje, sexta-feira. Fizemos o ultra-som (foto) hoje de manhã e como sempre a técnico responsável não nos deu muitos detalhes. Logo depois eu deixei a Débora em casa e fui trabalhar.
1:30 horas depois a Débora me liga dizendo que o médico dela tinha ligado e pedido para ela voltar para o hospital para mais testes… A suspeita dele era de que a bebê estava muito pequena para o número de semanas.


Voltamos e fizemos o NST (nonstress test - Um doppler que registra as batidas do coração e movimentos do bebê). Tudo deu OK tanto no ultra-som quanto no NST. Não foi apontado nenhum problema exceto o tamanho/peso e por isso o médico queria fazer o parto HOJE. Só não nasceu por um pequenino detalhe.

Falta de quarto.

Se tivesse pelo menos um quartinho disponível, ele já iria pedir a internação…


Teremos novidades em alguns dias.

Tuesday, January 22, 2008

Ainda na espera...

Nada ainda...
Só na espera...

Enquanto isso meu hobby é montar coisas de bebê:

Moisés (Bassinet) - OK
Dificuldade: Moderada... Achei que ia ser mais fácil. O manual pula algumas etapas e você fica na dúvida se fez a coisa certa ou não.
Tempo de Execução: Approx. 45 minutos

Travel System - OK
Dificuldade: Mínima. Suuuuper fácil. Tudo encaixa de forma simples e única (do tipo que não dá para errar). Foi uma surpresa agradável.
Tempo de Execução: Approx. 25 minutos

Car Seat - OK
Dificuldade: Prá cacete! Instalar no carro gelado com - 26º de temperatura não é nada agradável. Tentei utilizar o sistema UAS (Universal Anchorage System) que prende nos ganchos abaixo do encosto do carro instalado no meio do banco traseiro. A base ficou solta movendo-se (muito) mais do que 1.5 cms para os lados. Tive que interromper os trabalhos por risco de frost bite e recomeçar no dia seguinte.
No dia seguinte eu tentei instalar atrás do banco do motorista usando o cinto ao invés dos ganchos do UAS. Funcionou perfeitamente (sabe quando você até acha que está faltando alguma coisa de tão fácil que foi?).
Tempo de Execução: 2 dias (na verdade 1.5 horas, mas com muito frio e sofrimento).

Cesto de lixo de fraldas - OK
Dificuldade: Quase nenhuma. O manual não é muito claro mas não tem muito o que se pensar também em se tratando de um lugar para por fraldas sujas, ou tem???
Tempo de Execução: 5 minutos para descobrir como a caixa se abre, 1 minuto para instalar.

Poltrona para amamentar & Footstool - OK
Dificuldade: As duas juntas? Pouca. A Ikea foi mais chatinha de montar.
Tempo de Execução: Juntas: 3 minutos

Fora isso não tem nada de muito difícil para instalar nos próximos meses (eu acho).

É só continuar esperando... Até quando???
Minha aposta: 1º de Fevereiro.
O mais votado no bolão: 2 de Fevereiro (Groundhog Day).

Friday, January 04, 2008

Ainda contando os dias...

Por aqui, tudo na mesma… Só na espera… E até meio chato…
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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008, eu fui esquiar com alguns amigos em Camp Fortune. A temperatura era de -19 (sensação térmica de -26) e muito vento. Pela primeira vez aconteceu de criar gelo no meu capacete enquanto eu descia de tão frio. Apesar de estar vestindo tudo que eu tinha de melhor e mais quente, os dedos das mãos doía muito com o frio.
Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008, eu fui jogar futebol (pela liga industrial da Capital). A temperatura era de -19 (sensação térmica de -25). A roupa para sair de casa foi quase a mesma de esquiar. O meu maior medo era sair suado da quadra coberta e aquecida depois de correr por 1 hora nesse frio.
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Confesso que andei com inveja de quem está no Brasil agora.
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Eu não voto nos EUA mas se votasse meu candidato seria com toda certeza Mike Huckabee. Ele conquistou minha simpatia quando apresentou ninguém menos que Chuck Norris para proteger as fronteiras.
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Ou o melhor da campanha dele: